O RH tem estado sob ataque ultimamente. E, correndo o risco de contrariar parte do debate, minha observação é esta: ele é o alvo porque é o elo mais fraco, não porque seja o único responsável pelo problema.
Não é que eu ache que o RH é perfeito. Há muito a melhorar: baixa pro atividade e dificuldade de antecipação dos problemas das áreas e da organização, a baixa orientação para negócios, indicadores voltados para a própria atividade, com foco no passado, pouca análise de como os resultados de RH impactam os resultados da empresa.
Ou seja, é importante que os profissionais da área deem o primeiro passo, mudando suas perspectivas em relação à própria função e atuação. Tudo isso contribui para que ele acabe como depositário de todo e qualquer problema de gestão de pessoas.
Mas há uma verdade que o debate evita: sem que gestores de linha, diretores e presidentes assumam sua parte na gestão de pessoas, pouca coisa muda de fato.
A tendência natural é que esses líderes não compreendam como um RH atuando estrategicamente pode ampliar os resultados do negócio. E enquanto isso não muda, o RH carrega sozinho o peso de uma responsabilidade que nunca foi só dele.
A mudança real exige que a instância decisória mais alta da empresa patrocine, apoie e dê o exemplo. Porque ao mudar a perspectiva e atuação do RH implica imediatamente na mudança da forma como atuam a liderança em todos os níveis da empresa.
E a pergunta que ninguém quer fazer é essa: quantos deles estão dispostos a mudar?
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